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PROSA MORENA
QUIRINO,JESSIER
Edição: 1 Ano 2001 Editora: BAGACO
Número de Páginas:122
ISBN-13: 9798574093139
Nosso Preço: R$25.00
em até 10x de R$ 2.5 nos cartões VISA e HIPERCARD
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Uma estética do riso deveria ser o título desse recente lançamento de Jessier Quirino. Quando "Chica Boa e Zé Qualquer fazem sala na cozinha", tem-se a impressão de que eles estão debatendo as imprecisões conceituais que permeiam os estudos sobre cultura popular. Não se pretende aqui uma embolada, tendo o cordel, o romance, o popular, o regional e até uma postulada "literatura oral" como seus principais ingredientes.
Entretanto, ao lermos Secas de Março (p.89) e Vou-me Embora Pro Passado (p.95), podemos incluir as prosas morenas de Jessier Quirino no inconsciente coletivo, berço natural das antíteses. Primando pelas inversões e deslocamentos de significantes e significados, o autor - apaixonado pelo mundo às avessas - consegue o efeito carnavalizador da contracultura.
Ao lado de Roberto Drumond, Nêumanne Pinto, Waldemar Solha e tantos outros que perseguem a desordem bakhtiniana, Jessier Quirino destrona o popularesco, vinca a estilização e converte a paródia numa comissão de frente, na qual "Dr. Enilton Tabosa" e "a filha de Zoroasto" contracenam com Roy Rogers e Doris Day...
Da intra e intertextualidade e/ou entre apropriações e paráfases tem-se um percurso em que o "bolero de Isabel" caminha "Pru-Qui Pru-li, Pru-culá" para refazer a tradição carnavalizadora. Configurações quirinescas da moreneza brasileira, sem dúvida.
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